Estória do Mês | Júlio Pomar

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No dia 10 de janeiro de 1926, Lisboa viu nascer aquele que durante mais de setenta anos dedicou a sua vida à pintura, gravura, escultura, cerâmica e desenho: Júlio Pomar.

As suas obras artísticas colocam-no como a maior referência do neorrealismo nacional.

Apesar dos primeiros anos da sua carreira estarem relacionados com a resistência contra o Estado Novo sendo inclusivamente preso pela PIDE e afastado do ensino, Júlio Pomar, e as suas obras, são a maior referência do neorrealismo português.

Por questões políticas, nas décadas de 60 e 70 do séc XX, radicou-se em Paris apreendendo outros conhecimentos que o afastam do neorrealismo.

Em 1962 expõe, pela primeira vez individualmente, em Lisboa, seguindo-se Paris, algo que se transformou em regular ao longo da sua carreira.

A década de 70 ficou marcada por participações em bienais e retrospectivas da sua obra, nomeadamente na Fundação Calouste Gulbenkian e Museu Nacional Soares do Reis, sendo as últimas décadas do séc XX repletas de trabalho e exposições, entre elas o retrato oficial de Mário Soares no Museu da Presidência.

A obra de Júlio Pomar ficará eternamente relacionada com a Pontinha, através da obra emblemática dos vitrais da Igreja da Sagrada Família, localizada no Bairro Dr. Mário Madeira – Pontinha.

Os doze vitrais representam os arcanjos S. Miguel e S. Rafael, nove santos (Santa Cecília, Santa Filomena, Santa Isabel, S. Pedro, S. José, S. João, S. João de Deus, Santo António e Santa Rita) e a Sagrada Família.

Estória do Mês | Júlio Pomar
Estória do Mês | Júlio Pomar
Estória do Mês | Júlio Pomar
Estória do Mês | Júlio Pomar

Júlio Pomar

10.01.1926 – 22.05.2018