Locais de Interesse

 PONTINHA

 Edifício «Velho Mirante»

velho mirante

O «Velho Mirante» tem origens ainda não completamente esclarecidas, mas tornou-se, na segunda fase da história da Pontinha, iniciada em meados do século passado, no autêntico ex-libris da freguesia, fazendo mesmo parte do seu brazão.

Em 2005 foi classificado como Imóvel de Interesse Público Municipal. Em nota descritiva, o Instituto  de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR) socorreu-se do texto de José Batista Pereira, inserto no livro Memórias da Pontinha (1999):
«O imóvel conhecido como “Velho Mirante” é um dos mais importantes edifícios da atual freguesia de Pontinha e, na origem, foi edificado junto à principal via da zona, que colocava em comunicação a capital, Lisboa, com a região saloia imediatamente a norte. Uma fotografia aérea da Pontinha, efetuada em 1940, revela que o imóvel era um vértice de um espaço de cruzamento de vias, desenvolvendo-se, à sua frente, um relativamente amplo adro, delimitado por outras construções de baixa altura e por um pequeno pinhal. Paralelamente, evidencia que, anexa ao edifício, existia uma propriedade agrícola, cercada por um muro, constituindo este um dos mais antigos eixos ordenadores do espaço deste local da periferia de Lisboa, na atualidade tão densamente urbanizado.

A inexistência de um rigoroso estudo monográfico do imóvel faz com que sejam muitas as dúvidas a respeito das suas origens e da curiosa designação com que passou à posteridade. É provável que a sua edificação date do século XVIII, eventualmente da parte final da centúria, na medida em que denota algumas características já pombalinas (em particular no registo inferior), mas pouco mais sabemos. Também se tem aventado a hipótese de ter funcionado como uma estação da malaposta ou como edifício da Quinta da Freira, uma das mais importantes propriedades rurais da zona, sendo de assinalar que o processo de classificação, elaborado pelos serviços camarários de Odivelas, refere a existência de um edifício semelhante na Quinta do Falcão, outra propriedade rural dos séculos XVIII e XIX da região.

De planta trapezoidal, organiza-se em dois pisos, estando a fachada principal virada para o cruzamento. Esta, possui, ao centro e no registo inferior, um amplo portão de ferro, de arco de volta perfeita, sobrepujado, no andar superior, por uma janela de sacada, de lintel reto e bandeira do arco retangular. A frontaria é delimitada por grossas pilastras que se desenvolvem até ao telhado, seccionadas por incisões horizontais, que se prolongam pelos andares inferiores das fachadas laterais. Nestas, apenas os pisos superiores possuem elementos divisores, neste caso uma janela idêntica à da frontaria, aberta axialmente no alçado. A fachada posterior, considerada de serviço, não possui a mesma monumentalidade (apesar de estar organizada de forma tripartida, com corpo central ligeiramente saliente, ladeado por dois outros simétricos) e está-lhe adossada uma escadaria, com patamar intermédio e varandim protegido por longa grelha férrea, que dá acesso ao segundo andar. (…)»

No edíficio funciona há várias décadas um restaurante de renome.

 Escola Profissinal Agrícola D. Dinis (Paiã)

escolapaia

A Escola Profissional Agrícola D. Dinis da Paiã também constitui um conjunto patrimonial de tradicional apreço dos habitantes da Pontinha. E não por acaso, pois teve uma enorme influência física, profissional e demográfica na freguesia, ocupando um espaço estratégico de fronteira entre o núcleo histórico da Vila e o Vale da Paiã, paredes-meias com Odivelas.

A 22 de março de 1917 foi fundada a que passou a designar-se Escola Profissional de Agricultura do Distrito de Lisboa, por decisão da Junta Geral do Distrito de Lisboa, que adquiriu terrenos para o efeito, reunindo um punhado de quintas históricas da Pontinha: Casal Novo, Santo Elói, Lage, Outeiro da Paiã, Azenha Velha, Urmeira, Enforcado, Serena, Santo António, Charcas, etc., com uma área de 200 hectares. A Comissão Executiva era presidida pelo engenheiro agrónomo César Justino de Lima Alves e o diretor era o médico veterinário Joaquim Prates. Destinava-se prioritariamente aos órfãos de cidadãos pobres do distrito e a filhos de combatentes mutilados da I Guerra Mundial.

Em 1919, seria publicado o Regulamento da Escola e inaugurada a 20 de maio, com a receção dos primeiros alunos. Contudo, acabaria por ser extinta em julho de 1929, com o argumento de pesados encargos, alegadamente incomportáveis para a Junta Distrital.m setembro desse ano de 1929 surgiria no seu lugar a Escola Profissional da Paiã, de âmbito mais alargado, quer quanto à admissão de alunos, quer quanto aos cursos, que incluiriam, para além da atividade agrícola, as profissões de sapateiro, alfaiate, carpinteiro, serralheiro, cozinheiro. Funcionaria nestes moldes até 1939, ano em que se fundiria com a Escola Prática de Agricultura de Queluz, dando origem a um novo estabelecimento, com o nome de Escola Prática de Agricultura D. Dinis. Apesar das várias reformas pedagógicas que sofreu ao longo de três décadas e meia, preservou as suas características essenciais.

Após o 25 de Abril de 1974 unificou-se o Ensino Secundário, o que originou a transformação da Escola de Agricultura em Escola Secundária D. Dinis – Paiã, por Portaria de 1979, passando a admitir alunos externos e raparigas. Em 1980 decide-se a sua passagem para o Ministério da Educação, o que se concretiza através do Decreto-Lei nº 327/81 de 4 de dezembro. Assim permaneceria durante uma década, até que, em 1992, enquadrada no PRODEP, daria lugar à criação de uma escola profissional, com três cursos nas áreas agrícola, agroindustrial e do ambiente. Em 1995 adotaria a sua atual designação de Escola Profissional Agrícola D. Dinis – Paiã.

Regimento de Engenharia n.º 1 da Pontinha
RegEeng1

O centenário quartel da Pontinha resistiu às abruptas transformações urbanísticas e paisagísticas infligidas a este lugar durante o século XX, a que a Estrada Militar serviu de fronteira territorial e fiscal desde 1895, que ainda hoje é uma referência toponímica e memorialista.

Após um debate, intensificado em meados de oitocentos e decorrente da experiência das Invasões Francesas (1807-1811), a Estrada Militar começou a ser construída em 1863, com a ideia central da edificação de uma barreira defensiva da capital. Ao que parece, o Regulamento de 1902 é o primeiro documento oficial que enumera e regula o dispositivo montado ao longo da Estrada Militar: troços, ramais, baluartes, fortes e fortins. O Regulamento distribui os serviços da 1ª secção da Estrada Militar, que está assim delimitada:

“A estrada militar que, partindo do forte de D. Luiz I e passando à frente da povoação de Queijas, se dirige pela retaguarda do Moinho do Cartaxo ao Valle do Jamor, transpondo-o próximo de Vallejas, e cortando a estrada de Carnaxide a Queluz sobe, à serra de Alfragide, d’onde pelo Casal da Serra segue pela frente da povoação de A da Maia ao Casal de Cannas, e atravessando a estrada de Lisboa a Cintra à frente de Bemfica, passando pelos Arneiros, Casal do Falcão, Pontinha se dirige pela Malpenteada, Pentieira, Costa da Luz ao Valle de Forno, quilometro 18, próximo da calçada de Carriche”.

Nesta secção são mencionadas as baterias da Malpenteada e do Falcão, da Costa da Paiã, do alto da Pentieira, da Costa da Luz, entre outras.

Não se pode dissociar a história do Regimento de Engenharia Nº 1 da história do Quartel da Pontinha. Foi em 1901 que a Companhia de Sapadores de Praças se instalou naquele quartel, inicialmente destinado à Guarda Fiscal, pois a Estrada Militar delimitava a fronteira entre Lisboa e os concelhos limítrofes, sujeitando a entrada de mercadorias ao pagamento de taxas, cobradas pela Guarda Fiscal. Por isso, teve que se adaptar o quartel às tropas de Engenharia, tarefa cumprida pelo notável olisipógrafo Augusto Vieira da Silva, então Capitão de Engenharia.

O Regimento de Engenharia Nº 1 é o legítimo herdeiro do Batalhão de Artífices Engenheiros, criado por decreto em 24 de outubro de 1812, data que é comemorada como o Dia da Unidade no Quartel da Pontinha. Beneficiando da extinção das ordens religiosas e a da nacionalização dos seus bens, em 1834, as unidades militares passaram a poder instalar-se em antigos conventos, situação que aproveitou à arma de engenharia. Nesse ano, o Batalhão de Artífices e Engenheiros foi extinto e passou a designar-se Batalhão de Sapadores, com seis Companhias de Artífices.

Em 13 de agosto de 1849 a sede deste Batalhão foi transferido para o Quartel de São Domingos em Abrantes e, em 20 de dezembro, o nome volta a mudar, agora, para Batalhão de Engenheiros, com quatro Companhias de Pontoneiros, Mineiros e Sapadores. Em 1869, nova mudança de nome: Batalhão de Engenharia, com quatro Companhias (Mineiros, Sapadores, Pontoneiros e Operários Militares). Sob os auspícios de Fontes Pereira de Melo, também ele oficial de Engenharia, criou-se, em 31 de outubro de 1884, o primeiro Regimento de Engenharia, com três batalhões. O decreto de 29 de novembro de 1901 cria a Companhia de Sapadores de Praça, unidade independente aquartelada no Quartel da Pontinha. Cruzavam-se assim os destinos da arma de Engenharia e do Quartel da Pontinha.

Em 1911, reorganiza-se o Exército em consequência da implantação da República, pelo que é extinto o Regimento e criados dois Batalhões de Sapadores Mineiros, que acabam por se fundir num único, reservando-se autonomia ao Batalhão de Sapadores dos Caminhos de Ferro (o “Sempre Fixe”), de que o RE 1 é o herdeiro. Em 1926, criam-se dois Regimentos de Sapadores Mineiros (Nº 1 em Lisboa e Nº 2 no Porto), que se organizam no ano seguinte em Batalhões, fixando-se o Nº 1 com Comando em Queluz e três grupos, ficando o 3º na Pontinha. Em 1932, nova reorganização do Regimento coloca o 3º grupo na Pontinha, com uma Companhia de Mineiros e outra de Sapadores de Estrada. De novo se volta à organização em dois Regimentos de Engenharia em 1937 e, em 6 de outubro de 1939, o RE Nº 2 envia o Batalhão de Transmissões para a Pontinha.

A 24 de outubro de 1947 a Unidade passa a designar-se Regimento de Engenharia Nº 1. Nos anos 60, as tropas do RE 1 auxiliam as vítimas de vários cataclismos: das inundações de 14/1/1966 na Paiã, das cheias de 25/11/1967 em Lisboa, do terramoto de 28/2/1969. Em novembro de 1971, o comando do RE 1 transfere-se do Campo Grande para o Quartel da Pontinha. Entre 1977 e 1980 passa a designar-se Regimento de Engenharia de Lisboa, para passar definitivamente à atual designação de Regimento de Engenharia Nº 1, com quartel na Pontinha.

Núcleo Museológico do Posto de Comando do MFA

pc25abril (3)

Foi no Regimento de Engenharia N.º 1 da Pontinha que na noite de 24 para 25 de abril de 1974 se instalou o Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas que coordenou as operações no terreno do movimento revolucionário que reinstaurou a Democracia em Portugal, pondo fim a quase meio século de ditadura.

Em 2001, a Comissão Instaladora do Município de Odivelas criou na Unidade, em colaboração com as instituições militares, o Núcleo Museológico do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas , inaugurado a 25 de Abril desse ano, com a finalidade de proporcionar uma maior visibilidade àquele espaço mítico da Revolução dos Cravos e uma maior fruição da História viva do mais notável episódio da História de Portugal do século XX.

Vitrais de Júlio Pomar na Igreja da Sagrada Família

vitrais-julio-pomar

As circunscrições eclesiásticas nem sempre coincidem com as circunscrições civis. Foi precisamente isso que aconteceu na Pontinha. Enquanto a freguesia foi criada em 1984, a paróquia da Sagrada Família da Pontinha foi decretada em 28 de junho de 1971 pelo Cardeal Cerejeira, antes de ser substituído no Patriarcado por D. António Ribeiro. Desde 1960 que os bairros da Pontinha, Santa Maria (Urmeira), Paiã e Passa Fome se encontravam subordinados à paróquia de S. Lourenço de Carnide, cuja freguesia havia sido integrada no concelho de Lisboa em 1885. Com a criação do concelho de Loures no ano seguinte, a parte do território da freguesia de Carnide que pertence à atual freguesia da Pontinha passaria para esse concelho, tal como a freguesia de Odivelas. Embora a Igreja da Sagrada Família da Pontinha tenha sido inaugurada em 1954, só em 1971 esta zona seria destacada da paróquia do Santíssimo Nome de Jesus de Odivelas, criando-se então a paróquia da Pontinha.

Data precisamente de 1954 o conjunto de doze vitrais encomendados ao pintor Júlio Pomar, que valorizam e personalizam patrimonialmente a Igreja da Sagrada Família, distribuídos pelo templo do seguinte modo: um vitral circular na fachada principal, representando a Sagrada Família, dois arcanjos (S. Miguel e S. Rafael) na capela-mor e os restantes nove, representando santos, no corpo da Igreja (S. João de Deus, Santo António, Santa Rita, Santa Filomena, Santa Cecília, Santa Isabel, S. José, S. Pedro e S. João Batista).

Este magnifico conjunto de vitrais de Pomar, mereceram a seguinte apreciação de Sara Cristina Silva:

“Estas representações artísticas destacam-se por um realismo matizado de lirismo. Está patente, nestes vitrais, um humanismo geométrico, intrínseco ao vitral, pela preocupação na delimitação dos contornos das figuras com o auxílio dos filetes metálicos, elementos estruturantes destas composições. Estas configurações personificam o espírito”.

Pinhal da Paiã

Paia aventur

Com uma área de 25 hectares (o equivalente a mais de 30 campos de futebol), o Pinhal da Paiã é o parque arborizado de maior dimensão no Concelho de Odivelas.

Em meados do século passado era um local muito procurado aos domingos por famílias de pequenos comerciantes e do operariado, que vinham sobretudo nas zonas mais próximas do Concelho de Lisboa (Carnide, Luz, Benfica) e ali passavam o dia em alegres piqueniques.

Atualmente, e com melhores condições do que nesses tempos, uma vez que tem mesas, equipamentos para fazer churrascos e instalações sanitárias, continua a ser um local onde se reúnem muitos apreciadores dos convívios e repastos ao ar livre, não sendo raro o local destinado a parque de merendas estar superlotado em determinados fins de semana.

Por outro lado, tem havido algum investimento em equipamentos de desporto ao ar livre, como o Adventure Park, que ali instalou um circuito de arborismo, desporto radical que aproveita as árvores de grande porte, como são quase todas as que ali existem, para a prática de atividades físicas.

Bem perto, a pouco mais de uma centena de metros, situa-se o Centro Equestre da Escola Agrícola da Paiã, dedicado ao ensino e prática de hipismo, assim como a Ecopista, um percurso pedestre que atravessa os terrenos desta escola de ensino profissionalizante.

 FAMÕES

Núcleo Museológico do Moinho da Laureana

Moinho

Localizado num outeiro que é hoje o Jardim Gertrudes da Velha, o Moinho da Laureana foi edificado no segundo quartel do séc. XVIII e tem as suas primeiras referências escritas em 1762/1763, nos Livros de Décimas.

Reflexo do percurso histórico da actividade moageira, passou de um período áureo, em que laboravam na região do concelho de Odivelas 60 unidades, a um estado de completa degradação e abandono, sendo recuperado em 2001 pela Câmara Municipal de Odivelas.

Trata-se de um exemplar característico do Sul do País e insere-se na tipologia dos moinhos fixos de torre cilíndrica em pedra. O edifício é de dois pisos: a loja e o sobrado e um piso intermédio de pouca altura, que não ocupa toda a superfície circular. O capelo (cobertura) é móvel por intermédio de um sarilho interior, que permite orientar o mastro e as velas por forma a obter uma melhor captação dos ventos. Arma-se com quatro velas triangulares em pano, presas às varas que irradiam do mastro. A rotação do mastro é feita através de uma roda dentada de coroa – a entrosga – que transmite o movimento ao veio por meio de um carreto situado no centro do moinho, onde está instalado o aparelho de moagem constituído por um casal de mós.
O grão corre do tegão para a quelha e daí para o olho da mó, caindo depois, já sob a forma de farinha, para a caixa, protegida pelo panal.

A construção original tinha uma particularidade que foi preservada na reconstrução: a barra pintada na base do edifício, até à meia-porta, é de cor vermelho-ocre, diferente da maioria dos moinhos da região que apresentavam aquela barra de cor predominantemente azul.

Localização: Rua dos Moinhos, Jardim Gertrudes da Velha, Famões.

O moinho pode ser visitado, mediante inscrição prévia na Câmara Municipal de Odivelas ou na Junta de Freguesia.

Jardim Botânico de Famões «Prof. Dr. Fernando Catarino»

botanico

Situado no Bairro de S. Sebastião, com cerca de 6200 metros quadrados de área, o Jardim Botânico de Famões, inaugurado em Março de 2009, alberga mais de 6000 plantas representativas de cerca de 50 espécies autóctones características da região de Lisboa, como giesta, esteva, loureiro, tojo, murta, alfazema, gerânio, sardinheira e muitas outras.

A manutenção técnica e o acompanhamento científico são feitos pelo Jardim Botânico de Lisboa, sob a responsabilidade do antigo director, Prof. Dr. Fernando Catarino, e pretende-se que este espaço venha a ser visitado por alunos das escolas da região, com vista a proporcionar-lhes o contacto com a flora tradicional e conhecimentos sobre a mesma.

O jardim, que inclui um conjunto de estatuária realizado por alunos da Escola Nacional de Belas-Artes, está dotado de um sistema de rega gota a gota, conta com um espaço central para auditório ao ar livre, que pode ser coberto com um sistema amovível, e é iluminado por candeeiros que consomem energia solar.

Trata-se de um espaço vedado em toda a dimensão por um conjunto de gradeamento tipo inglês e está aberto ao público diariamente, das 9 às 18,30 h.

Para saber mais, ver também:
>> Reportagem RTP
>> Documento de planificação do Jardim

Fonte Ferreira

FontFerreira

Localizada no limite nordeste da freguesia, na Rua Amália Rodrigues. Trata-se de uma fonte tradicional, de origem provavelmente tardo-medieval, alimentada por um nascente que desemboca numa mina escorada em parede e com travação triangular do tecto também em pedra.

Situa-se nas proximidades das antigas pedreiras do Trigache, de onde foi extraída muita da pedra utilizada na reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755, numa zona onde na primeira metade do século passado foram descobertos vestígios pré-históricos – a chamada “Necrópole dos Trigaches”.

Quinta do Alvito

Alvito

O edifício principal da Quinta do Alvito, construído em 1938, situa-se à entrada da vila de Famões, do lado de Odivelas.
Esta quinta afirmou-se até finais dos anos 60 do séc XX como uma unidade económica agro-industrial de alguma envergadura, quer pela extensão quer pelo recurso a técnicas modernas de exploração.

Além do edifício principal, a quinta possuía vários outros, para habitação do pessoal, estábulos e arrumos, sendo, no seu auge, um importante pólo de produção leiteira. Digno de registo era também o seu sistema de rega, com nascentes próprias em minas no outeiro dos Alvitos, sendo as águas encaminhadas pela força da gravidade por tubagens e canais que percorriam todo o terreno, alimentando tanques, fontes e a própria habitação.

Ver também:

>> Excertos do espetáculo comemorativo dos 20 anos da Freguesia de Famões, realizado no pátio e edifício principal da Quinta do Alvito

Casal de São Sebastião

S_Sebastiao

Situado na estrada principal (Rua Marechal Gomes da Costa) próximo do centro da vila, nas traseiras da Igreja.
Hoje cercado por um condomínio luxuoso e  pelo Centro Comunitário Paroquial de Famões, instalados em terrenos que outrora dele faziam parte integrante, mantém mesmo assim a nobreza de um pequeno casal agrícola, onde ainda se vislumbram os “mimos” daquilo que terá sido uma horta farta. Na fachada apresenta painel de azulejos datados do séc. XIX.

Casal dos Queimados

Casal_Queimados

Situa-se na Rua das Queimadas e foi outrora uma unidade agrícola pertencente a uma família aí existente pelo menos desde o início do séc. XVII, que tinham por apelido Queimados.
No séc. XVIII, conforme se pode ver pelo Livro das Décimas da Cidade de Lisboa de 1764, os Queimados são dos únicos fazendeiros que não trazem a terra arrendada, antes a trabalham por conta própria.

A construção manteve-se até aos nossos dias, já dividida por vários donos em virtude de partilhas de herança, mas embora uma parte esteja em completa ruína, outra parte foi reconstruída mantendo a antiga traça e continuando a cumprir o seu papel de unidade habitacional.

Quinta do Avô Henriques

AvoHenriques

Uma das raras propriedades agrícolas que ainda cumprem, embora já em muitíssimo pequena escala, o seu papel originário de exploração agro-pecuária. Situada no limite nascente de Famões com a Freguesia de Odivelas, fazia parte  da antiga Quinta das Peles (atual Quinta dos Cedros). Apresenta um interessante conjunto edificado, com destaque para uma parte em que foi  recuperada a aconstrução original das paredes, em pedra à vista.

Marco Geodésico do Casal do Bispo

geodesico

O topo deste marco geodésico é agora um dos pontos mais altos do Concelho de Odivelas, com 289 m de cota no topo do talefe, e o interesse do local advém-lhe precisamente dessa localização altaneira, de onde, quando o horizonte se apresenta límpido, se avista tanto o Tejo e lezírias de Vila Franca de Xira como o mar e a zona do Parque Natural Sintra-Cascais.

Visitar também:
Espólio da Necrópole dos Trigaches

Historia_IMG1

 

O espólio megalítico recolhido nos quatro dólmens descobertos em Famões por Francisco Ribeiro, na zona do Trigache – a Necrópole dos Trigaches -, local que, já na década de 1960, foi mais profundamente estudado por Octávio da Veiga Ferreira e Vera Leisner, investigadores que catalogaram todo o material obtido, encontra-se no Museu dos Serviços Geológicos, situado em Lisboa, na Rua da Academia das Ciências, n.º 19 – 2.º andar.

As visitas podem ser feitas das 10 às 17 horas, de terça-feira a sábado.