V Concurso de Poesia de Abril

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Realizou-se o V Concurso de Poesia de abril, no dia 24 de abril.

Poder ler aqui, o 1º lugar do V Concurso de Poesia de Abril, na categoria Geral e na categoria Ponfas.

Inerte

[cerca das 12h20,..25 de abril de 1974, num breve recolher de alma e fechar de olhar, o suspiro profundo de Salgueiro Maia antes de entrar no Convento do Carmo…]

traz o vento lágrimas da terra cinzas de um amor extinto

algures

sabe fundo este ar quente volátil como alma de gente ora vive bem

ora morre de repente

um sopro de destino separa as pétalas do caule

como se nossas mãos se tratassem

haverá flor sem pétalas?

está lá o amor

mas não a beleza

faltará tempo?

não existe

é a inquietação do Homem que o inventa

beleza

a que me vês

reflexo de ti

a morte que te dás

o renascer

de mim

Autor: Har Meggido

 

A liberdade do lápis azul

Há muito tempo atrás,

No tempo dos nossos bisavós

Não se podia usar a voz,

Porque mandava Salazar

A PIDE expiar.

Vivíamos no Estado Novo

Que de novo era velho,

Não havia liberdade

Toda a gente vivia na infelicidade.

Quando Marcelo Caetano chegou

Prometeu a primavera,

Mas foi o inverno que continuou.

O lápis azul riscava

E a liberdade não começava,

Portugal vivia na tristeza da ditadura,

Todo o povo tinha uma vida dura.

Foi com “E depois do Adeus” que tudo começou

E quando “Grândola, vila morena” na rádio tocou

 Deu início à revolução,

A partir do Centro de Comandos da Pontinha

O MFA entrou em ação.

A democracia estava a chegar

E a felicidade a voltar.

Foi no dia 25 de abril

Que as balas viraram cravos,

O lápis azul passou a ser banal

E a pintar com alegria o céu e o mar de Portugal. 

Poema elaborado pela turma 4B – Escola EB Quinta da Condessa